| Por LOURIVAL JACOME
Detentos do Complexo Policial de Eunápolis se rebelaram nesta sexta-feira (1°/01) destruindo parcialmente a carceragem, queimando colchões, danificando toda a estrutura do local e fazendo reféns 5 colegas de cela, obrigando a polícia a usar bombas de efeito moral para controlar a situação.
Após tensas negociações, que começaram por volta das 10 horas da manhã, 42 presos foram transferidos para unidades prisionais de Teixeira de Freitas e de Itabuna. Eles reivindicavam o fim da lotação do local, aceleração dos processos, visitas íntimas e banhos de sol, dentre outras. Nenhum representante da OAB e do Judiciário compareceu ao local até o final da tarde, quando chegou o delegado Evy Paternostro, Coordenador da 23ª Coorpin, que negociou a rendição dos rebelados.
O motim teria sido definido pelos presos já às vésperas do Natal, quando houve uma tentativa de fuga, declarou o delegado Robério Farias. Por esta razão a polícia resolveu suspender as visitas, sendo a rebelião um contra-ataque dos detentos.
Durante a revolta, três presos foram conduzidos ao hospital. Um deles, um alemão preso por tráfico, foi ferido na cabeça quando ficou como refém. Outros dois presos tiveram de ser atendidos no hospital regional, por intoxicação pela fumaça e por ferimento a faca.
Além de efetivos da 7ª Cia de Polícia Militar de Eunápolis, prestaram apoio para que a rebelião não tivesse um desfecho trágico, homens da PM de Porto Seguro.
Construída na década de 80, a unidade prisional de Eunápolis é uma das mais antigas da região e foi formatada para acomodar 30 detentos, mas no momento comporta quase 100 pessoas em péssimas condições.
Toda a estrutura é deficiente, sendo impraticável até para acomodar os agentes policiais e os diversos departamentos que compõem a polícia judiciária. Uma parceria entre a prefeitura local e a iniciativa privada está viabilizando a construção de um anexo para aliviar a situação, mas as obras estão inconclusas.
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